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8 de nov de 2008

Aspersor agrícola de garrafa PET


Governador Valadares adere ao aspersor de pet

Ana Lúcia Gonçalves
Da Sucursal

GOVERNADOR VALADARES _ Os cerca de 4 mil pequenos produtores rurais desta cidade do Vale do Rio Doce têm, agora, uma forma de manter suas plantações irrigadas, uniformemente, sem gastar com os tradicionais aspersores. Essas peças, que custam em média R$ 20 cada, e que dependendo do tamanho da área a ser irrigada, são utilizadas em grande quantidade, estão sendo substituídas por uma invenção que utiliza garrafas pet. Além de ajudar na preservação do meio ambiente - se jogadas na natureza, as garrafas plásticas levam, em média, 200 anos para se decompor -, o sistema também economiza água, já que permite controle da vazão e do tempo.
A invenção surgiu da necessidade dos alunos do 7º período do curso de Agronomia da Universidade Vale do Rio Doce (Univale), coordenados pelo professor Carlos Roberto Costa, de manter as plantações frutos de experiências e pesquisas sempre irrigadas. Agora, os aspersores de garrafa pet vêm sendo utilizados nas agriculturas urbana e familiar, viveiros, e, em grande escala, em jardins.
É que às terças e quintas-feiras, o setor de Agronomia da Univale comercializa hortaliças, grãos e outros produtos de pesquisa, e, nestas visitas, muitos ficam interessados na novidade, e acabam pedindo orientações de como fabricar um aspersor com garrafa pet. Outros levam o equipamento pronto para casa, de graça. A invenção ainda vem sendo aperfeiçoada, mas na última semana, segundo o professor, cerca de 20 pessoas ligaram de várias cidades, pedindo informações de como fabricar a peça, que é rústica, prática e barata.
‘Se muitos aderirem à idéia, serão toneladas, milhões de garrafas pet a menos poluindo a natureza, principalmente na zona rural e onde não há coleta seletiva”, disse o professor. Segundo ele, o grupo não pretende patentear a idéia, porque o processo seria muito demorado, e a intenção é preservar o meio ambiente. Cada aspersor de garrafa pet atinge até três metros de raio. Quanto menor o furo, maior a pressão, e maior a área irrigada.
Para fabricá-lo é preciso, além de uma mangueira e uma garrafa pet, uma agulha fina de máquina de costura. Eles podem ter três formatos: o setorial, com furos apenas em 180 graus, direcionando o jato para um só lado; com furos em 360 graus; e o modelo ‘tripa’, com furos feitos na horizontal. Podem ser fixos no chão ou removíveis. Neste último caso, são fixados em uma lata com cimento. A mangueira é sustentada por um cano de 60 centímetros de altura e três-quartos de diâmetro. Quando fixos no chão para irrigar mudas, como a de café, o ideal é que sejam instalados de quatro em quatro metros. Segundo o professor, a intenção do grupo, agora, é medir a vazão da água e criar novos formatos para os aspersores. Mais informações pelo telefone (33) 3279-5994.

Produtor aprova sistema, “muito viável e barato”

GOVERNADOR VALADARES _ O produtor rural José Oton Prata de Castro, 69 anos, foi um dos que aprovaram a idéia do aspersor de garrafa pet. Morador de Divino das Laranjeiras, conheceu o novo sistema de irrigação durante visita ao campus da Universidade Vale do Rio Doce (Univale). Além de irrigar viveiros de mudas diversas, vai utilizar o aspersor ‘modelo econômico’ na produção de compostagem para o rebanho de ovelhas, formado por 250 cabeças.
‘O sistema é muito viável e barato. Com ele, economizo tempo e posso fazer muitas outras coisas. Não é mais preciso ficar segurando a mangueira horas a fio’. Ele elogia também a uniformidade na irrigação da área. ‘Com o controle do jato, sei que todas as mudas recebem a mesma quantidade de água. Quanto mais alta estiver a caixa d’água, maior é a pressão do jato’, revela o agricultor. Para a fabricação de compostagem, ele vai fazer aspersores em formato ‘tripa’.
Esse sistema de irrigação, que dispensa os aspersores convencionais, poderá ser utilizado no projeto ‘Hortas Comunitárias’, implantado em Governador Valadares em 2003, através da Coordenação Geral de Apoio à Agricultura Urbana do Governo federal, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Univale e prefeitura. Quarenta e seis hortas já estão prontas.
Segundo a professora Ivana Lovo, que coordena os trabalhos pela universidade, há tempos os pequenos produtores, em especial os que não têm recursos, vem buscando formas de utilizar as garrafas pet. Alguns já fazem isso no dia-a-dia, mas de forma diferente. Como pendurar a garrafa com um furo na direção do pé da planta a ser irrigada. ‘Desta forma, cai uma gota de cada vez, somente no pé da planta. Não dá para molhar toda a área’, afirma Ivana Lovo. Ela ressalta que toda a forma utilizada de controle do desperdício de água é válida, principalmente se mantém as plantações irrigadas. Ela está em Belo Horizonte e só vai conhecer a invenção dos alunos do 7º período de Agronomia nesta semana, para ver se indicará o sistema para as hortas.

Fonte: Hoje em Dia.com.br

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