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5 de fev de 2009

Nutrição, transgênicos e a sua saúde

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Eu trouxe abaixo na íntegra o artigo do Enzimato sobre a Monsanto mas vale a pena vocês visitarem o blog todo, porque tem dicas imprescindíveis sobre nutrição e como você pode cuidar da sua saúde com mais consciência.

Lembre-se de que quanto mais informação, maior o seu poder de decisão sobre seu corpo.
Fique mais independente. Informe-se.

Eis o artigo:





O mundo segundo a MONSANTO

Em março de 2008 foi ao ar pela primeira vez este documentário-bomba sobre a Monsanto...

“O mundo segundo a Monsanto” conta a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM) do planeta, cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, destacando os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

O documentário, de uma jornalista francesa, conta todas aquelas histórias horrendas de bastidores que a gente jura que só acontecem em filmes de Hollywood. Conta como a Monsanto participou da Guerra do Vietnã com seu agente laranja. Conta como a Monsanto age para calar qualquer voz que ameace falar contra qualquer coisa que ela produza. Conta como a Monsanto tem destruído a agricultura dos países em desenvolvimento. Conta como a Monsanto está patenteando a natureza sem que nada pareça ter poder para detê-la. Conta como os transgênicos da Monsanto causaram o suicídio de milhares de agricultores indianos. Conta como a Monsanto é apoiada pela ABRAN - Associação BRAsileira de Nutrologia!...

Enfim, conta como a Monsanto atua rotineiramente nos seus negócios, colocando o lucro acima de tudo e tratorando o que for preciso, ameaçando destruir a biodiversidade na agricultura.

Mas também conta como a Europa e o Canadá resistem heroicamente!

Infelizmente, o ingresso desse cultivo no Brasil, um dos maiores produtores desse tipo de grãos, também colabora para o crescimento da Monsanto - e com apoio da ABRAN. Isso significa que, ainda por cima, estamos pagando royalties para sermos envenenados. Mas isso é uma "outra" história...

Vale a pena saber mais!

The world according to Monsanto - filme de 2008
Le monde selon Monsanto - site oficial
The world according to Monsanto - VIDEO online
Propaganda enganosa no Brasil - VIDEO online
Apoio da Associação BRAsileira de Nutrologia
Crimes da Monsanto revelados em livro
Sementes do poder reveladas em livro
* TRADUÇÃO para o Português




* Veja também o vídeo com legendas em português: O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO, dividido em 12 partes (links abaixo):

http://www.youtube.com/watch?v=DCx4Dg6t2Mo
http://www.youtube.com/watch?v=QcbGVHw_J_A
http://www.youtube.com/watch?v=JENyxk1w1XI
http://www.youtube.com/watch?v=YAOGHjJnNFY
http://www.youtube.com/watch?v=znO6EM5A11M
http://www.youtube.com/watch?v=sBaozVksjx4
http://www.youtube.com/watch?v=pRj4c33_rW8
http://www.youtube.com/watch?v=58TNscFqLT0
http://www.youtube.com/watch?v=_hZPFbn6tgA
http://www.youtube.com/watch?v=ujDPyK0zQ58
http://www.youtube.com/watch?v=zTGK-7p81Xs
http://www.youtube.com/watch?v=NfSag5DVdos



A seguir, pela suma importância e clareza do artigo, trouxe para cá esse texto de Wilson da Costa Bueno, retirado do Portal Imprensa:


Publicado em: 13/05/2009 15:57
Os transgênicos e a farra do boi

Faz tempo que os transgênicos não entram na linha de tiro como nas últimas semanas, em virtude de uma série de notícias, geradas aqui e lá fora.
 
Podemos recuperá-las com facilidade e, na verdade, isso é fundamental para respaldar as nossas considerações.
 
A primeira delas diz respeito à interpelação feita por organizações de produtores gaúchos com respeito à cobrança de royalties pela Monsanto, que não deseja ver de forma alguma reaproveitadas as suas "valiosas" sementes de soja. A questão é recorrente e a multinacional nunca negou que fosse fazer isso com os produtores, mesmo porque o controle das sementes faz parte da sua estratégia de monopólio. Denúncias a este respeito existem no mundo inteiro e podem ser conferidas no livro O mundo segundo a Monsanto, de autoria da competente jornalista investigativa Marie Monique Robin. Na verdade, os produtores gaúchos deveriam saber disso quando embarcaram na conversa da multinacional dos transgênicos. É um caminho sem volta e vai ficar cada vez mais caro de ser trilhado. Mas eles pagaram para ver e agora começam a indagar onde se meteram. Se achavam que só havia vantagens, começam a descobrir que não existe almoço grátis, ainda mais pago por empresas transgênicas. Elas sempre cobram a fatura.
 
A segunda notícia dá conta da proibição do plantio e da comercialização de uma variedade de milho transgênico pela Alemanha que, a exemplo de outros países europeus (França e Áustria, entre eles), o considera um risco enorme à diversidade. É lógico, por aqui a variedade está liberada, como estão liberados agrotóxicos, medicamentos e outras ameaças ao meio ambiente e à saúde. Nada a estranhar porque de há muito organizações de defesa do consumidor e o próprio Ministério do Meio Ambiente têm expressado seu descontentamento com a "generosidade" da CTNBio para com a indústria da biotecnologia. 
 
A terceira notícia vem de Viçosa, mais precisamente da Universidade Federal de Viçosa, que, por intermédio de um grupo de pesquisadores, andou mandando a Justiça apreender mudas de canas transgênicas de uma empresa da Monsanto, com a alegação de que ela as andava comercializando, sem autorização de seus verdadeiros donos. Esta empresa é a mesma que foi comprada no auge da crise pela Monsanto, a preço de banana, depois de ter recebido aporte do BNDES. A mesma empresa integrada por pesquisadores paulistas e que receberam apoio da Fapesp no projeto exemplar do sequenciamento do genoma da bactéria que causa a "praga do amarelinho" que devasta os laranjais paulistas. Pesquisadores de universidades públicas que foram, portanto, capacitados com o dinheiro de todos nós e que, de uma hora para outra, caíram no colo da multinacional do agrotóxico  e do transgênico, sem qualquer contrapartida para a sociedade. O próprio Ministério da Ciência e da Tecnologia chiou bastante quando houve a aquisição das empresas de biotecnologia da Votorantim pela Monsanto porque, com razão, percebeu que houve uma esperteza e uma traição neste processo todo.
 
A quarta notícia é também recente e dá conta de pesquisa realizada na Universidade de Buenos Aires, mais especificamente no Laboratório de Embriologia Molecular, comprovando que, mesmo com doses até 1.500 vezes inferiores às utilizadas nas fumigações das plantações de soja, o glifosato provocou transtornos intestinais e cardíacos, malformações e alterações neurológicas em embriões de anfíbios. Ou seja, esta história de que o glifosato é inofensivo (alguém acreditou nisso algum dia?) é uma balela. Evidentemente por ter contrariado grandes interesses, o diretor do Laboratório argentino - Andrés Carrasco- tem sofrido pressões , ameaças e campanhas com o objetivo de denegrir a sua imagem, mas a reação da comunidade científica argentina foi imediata e exemplar. Cerca de 300 cientistas, intelectuais e organizações sociais expressaram seu apoio a Carrasco (o sobrenome parece mesmo adequado neste caso). Nós já conhecemos a estratégia de grandes corporações, que integram a indústria agroquímica, de biotecnologia, tabagista e da saúde que, repetidamente, tentam pressionar cientistas (e também jornalistas) com o objetivo de impedir que notícias contrárias possam circular livremente. Recomendamos de novo a leitura do livro de Marie Monique Robin ao qual acrescentamos a de Márcia Angell - A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos. A  pressão é enorme, quase insuportável, mas a sociedade precisa resistir porque geralmente ela acoberta interesses excusos e uma imensa ganância econômico-financeira.
 
Finalmente, a última notícia tem a ver com a matéria de capa da Folha de S. Paulo do último domingo (10/05/2009) sobre a falta de controle dos transgênicos em nosso País e a inexistência de separação entre lavouras convencionais e lavouras genéticas de milho, com riscos iminentes de contaminação e, portanto, de prejuízos irreversíveis à diversidade.
 
É a verdadeira farra do boi, continuação daquela iniciada há alguns anos quando, pelo Rio Grande do Sul, teve início, de forma ilegal, a entrada das sementes de soja transgênica em nosso País.  E deu no que deu: fato consumado e afrouxamento da legislação para acomodar interesses. Sejamos francos: os produtores gaúchos, muitos dos quais andam agora reclamando da Monsanto pelos royalties cobrados, bem que mereceram. O mundo dos negócios tem seus riscos também.
 
Todos esses episódios evidenciam práticas espúrias, pressões, falta de transparência, ameaças e tentativa predadora de impor a todo custo os transgênicos no Brasil e no mundo, o que deve merecer o nosso repúdio. Vamos devagar porque o planeta é de todos nós.
 
Julgamos ilustrativa a leitura do artigo de Washington Novaes, um dos nossos jornalistas de maior prestígio na área ambiental e científica, publicado em O Estado de S. Paulo de 08/05/2009. Nele, Novaes cita os riscos associados aos transgênicos, em particular a disposição de liberar a torto e direito novas variedades sem atentar para o princípio da precaução. A alegação usual é que nada há contra os transgênicos mas, como vemos  no caso recente da Argentina, a indústria da biotecnologia empenha-se sempre (de forma avassaladora, quando necessária, conforme atestam inúmeros exemplos) em impedir que informações contrárias aos seus interesses circulem, mesmo quando oriundas dos ambientes acadêmico-científicos.
 
Recentemente, a própria Folha de S. Paulo publicou reportagem em que pesquisadores de várias partes do mundo denunciavam a dificuldade em obter sementes transgênicas para pesquisas independentes porque, por pressão das empresas, elas não lhes eram entregues.
 
Não há dúvida: circulam poucas notícias contrárias aos transgênicos porque há um cerco formidável para que se mantenha monopolisticamente a tese de que os transgênicos são inofensivos, assim como se vende o glifosato como se fosse doce para criança.
 
O IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor, em matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 11/05/2009, pede ao ministro da Agricultura medidas concretas de fiscalização em relação aos transgênicos, mas a gente sabe que deste "mato não sai coelho".
 
Estamos comendo cada vez mais transgênicos sem saber e é essa mesmo a intenção das empresas de biotecnologia, que resistiram como puderam à rotulagem (embora estivesse prevista na legislação), e continuam com o seu lobby nefasto a favor dos transgênicos e dos agrotóxicos (como se diz no interior, são farinha do mesmo saco!).
 
Enquanto isso, empresas de biotecnologia continuam emprestando apoio a Congressos de Comunicação Empresarial visando dar o seu recado e seduzir jovens comunicadores, o que, convenhamos, é seu direito numa sociedade democrática. Mas é também nosso direito e nosso dever recomendar a todos que encarem com desconfiança todo discurso comprometido com a não transparência e a manipulação.
 
Infelizmente, parte da mídia tem se prestado a esse processo de divulgação acrítica da biotecnologia, seja por convicção (a gente respeita as opiniões contrárias), seja por interesses comerciais explícitos, visto que a indústria da biotecnologia é grande anunciante (gasta um dinheirão para limpar a imagem, que permanece sempre manchada).
 
Não se trata de se colocar contra a tecnologia (ainda que devamos discuti-la sempre, avaliar o seu impacto) , mas de abrir o olho para tentativas monopolistas e sobretudo de resistir a pressões respaldadas por um formidável poder econômico. O problema não é apenas técnico, mas econômico, político e, como podemos inferir, ético e moral.
 
De resto, para encurtar a história, cuidado com as fontes que andam proclamando as vantagens dos transgênicos, inclusive o próprio Ministério da Agricultura ou fontes oficiais comprometidas com esta alternativa. Não temos aí fontes independentes, muito pelo contrário.
 
Não devemos também comer na mão do  CIB - Conselho de Informações sobre Biotecnologia (absolutamente parcial porque comprometido apenas com a visão transgênica) e nem de uma empresa de pesquisa (sempre a mesma) que anda divulgando pesquisas sobre transgênicos (favoráveis , é lógico). Que tal entrar no site da empresa de pesquisa e descobrir quem anda por lá, para quem muitas pesquisas são realizadas etc? Está na hora de investigar porque o jornalismo (pelo menos na minha concepção) deve fundamentalmente estar comprometido com o interesse público e não com interesses egoístas e mesquinhos, políticos ou comerciais.
 
Todas as notícias aqui divulgadas podem ser comprovadas facilmente com uma pesquisa simples no Google ou nos jornais citados. Aliás, fica a sugestão: coloque o nome de uma empresa de biotecnologia mais a palavra problema (em português, inglês, espanhol etc) no Google e irá recuperar muita coisa. Se tiver mais um tempinho, verifique se algumas das empresas da área estão vinculadas ao agente laranja que matou e mutilou milhares de pessoas no Vietnã (inclusive e sobretudo soldados americanos) e assim por diante. Pode até tentar expressões mais gerais  como "suborno na Indonésia". Principalmente, leia O mundo segundo a Monsanto (pode consultar a respeito no Google também) e , se puder, assista ao documentário dele derivado  (está programada uma apresentação no Cine Clube Socioambiental Crisantempo no dia 10 de junho de 2009, às 20 horas (www.cineclubesocioambiental.org.br), na Vila Madalena, em São Paulo. É de arrepiar.
 
Tenho dúvidas profundas (posso ter ou as empresas de biotecnologia também são contra opiniões pessoais ou a liberdade de expressão?) com respeito às vantagens dos transgênicos (já sei que matar a fome do mundo não vão!), mas uma certeza: a postura transgênica é uma aberração no campo das idéias. Pratiquemos a diversidade. Diga não às monoculturas da mente. Existe vida além do glifosato (ainda bem).  



* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.  

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Documento divulgado pela Academia Americana de Medicina Ambiental alertou que "os produtos transgênicos representam um sério risco à saúde", "nas áreas da toxicologia, alergias, funções imunológicas, saúde reprodutiva, metabolismo, fisiologia e saúde genética". Além disso, informa que "Há mais do que uma associação casual entre os alimentos transgênicos e os efeitos adversos à saúde". "Vários estudos em animais mostraram que os alimentos geneticamente modificados causam danos a vários sistemas orgânicos no corpo."
O relatório termina pedindo que médicos alertem seus pacientes, a comunidade médica e o público para que evitem os alimentos geneticamente modificados e que os considerem nas doenças dos seus pacientes; e uma moratória sobre os alimentos geneticamente modificados.



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