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23 de jun de 2011

Plutônio na terra do sol

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(por Gilberto Felisberto Vasconcellos, na Caros Amigos/maio-2011)


Elemento químico radioativo, explosivo termonuclear, o plutônio não é encontrado na natureza. Inexiste usina nuclear sem plutônio. Se a usina nuclear, como me disse um dia César Lattes, mijar um pouquinho que seja de plutônio, adeus humanidade, adeus planeta, adeus jogo do Corinthians.
Pelo amor de Deus, Dilma, não autorize mais uma usina em Angra; aliás, a senhora deveria fechar a que existe, e em seu lugar construir um Ciep's com o nome Marcelo Guimarães.
Extrair eletricidade de engenho nuclear é insensatez, no entanto mais insensato ainda é fazê-lo na terra do sol.
Somos a América do Sol. Somos o sol do novo mundo. Somos o sol dos trópicos.
Usina nuclear ou é pra construir bomba atômica ou é para suprir a falta de sol. Na Europa, EUA e Japão não há outra alternativa se não buscar um sol artificial no reator nuclear. Digamos que se trata de um imperativo cosmopolítico, mas aqui nos trópicos temos o reator a fusão nuclear natural e grátis: o sol.
O sol é do povo, dizia Glauber Rocha.
Se eu pudesse sugerir alguma coisa antes do infortúnio, diria para a presidenta fazer uma visita a Bautista Vidal, que mora em Brasília perto do Palácio da Alvorada.
Bautista Vidal é pós-graduado em física nuclear, mas não é alienado em relação ao tempo e ao espaço. Destarte, ele não é venal, corrupto e colonizado como a maioria absoluta dos físicos.
Tudo o que ele advertiu sobre energia e ecologia está acontecendo, só que não foi ouvido pelo poder, aliás esse foi o maior desacerto do governo Lula, que poderia ter evitado a internacionalização multinacional do álcool e dos óleos vegetais.
Com a apropriação de energia vegetal o imperialismo norte americano, na fase pós-petróleo que se aproxima, terá sobrevida de quanto tempo? Não sei, não sou profeta, mas Dilma não deve repetir a displicência do ex-presidente em relação à vocação energética dos trópicos.
Não há no mundo inteiro questão mais importante do que a energia, que hoje está cada vez mais cara, rara e perigosa.
É preciso por fim à conversa fiada de que Deus é brasileiro. Ou foi obra de satã o dilúvio em Petrópolis?
Angra dos Reis, onde nasceu o delicado escritor Raul Pompéia, é uma região litorânea, e todo litoral está ameaçado de submergir por causa da elevação do nível dos oceanos em decorrência do dióxido de carbono lançado na atmosfera pela queima de petróleo e carvão mineral.
O caminho não é o nuclear, nem o fóssil poluidor; a solução é a fotossíntese de que resulta a energia vegetal, mas produzida em pequena propriedade, e não pelos usineiros latifundiários associados às multinacionais.
O imperialismo energético está em processo de transição: do fóssil para as plantas. Obama veio aqui de olho no Pré-sal; todavia sua cob iça (seguindo o roteiro da Shell) é o álcool e os óleos vegetais. Ele falou e disse: "the future is here". O futuro está aqui, só que para eles, não para nós engabelados pelo mirífico petróleo do fundo do mar salgado. O dólar tampando o sol na terra do etanol me lembra o poeta maranhense Gonçalves Dias.
Minha terra tem nucleares ogivas onde vaza o sabiá.
Afinal, quando é que os carapintadas vão às ruas protestar?

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