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8 de nov de 2008

Tempo de decomposição do lixo



* Recomendo enfaticamente que antes de ler este artigo, você perca vinte minutinhos e assista o vídeo A HISTÓRIA DAS COISAS, clicando AQUI.

3 meses
A lignina, substância que dá rigidez às células vegetais, é um dos componentes mais importantes do papel. Ela não se decompõe facilmente, pois suas moléculas são maiores do que as bactérias que as destroem. Num lugar úmido, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco. Além disso, um papel absorvente dura vários meses. Jornais podem permanecer intactos por décadas.

6 meses
A deterioração de um fósforo de madeira começa com a invasão da lignina — seu principal ingrediente — por hordas de fungos e insetos xilófagos, os que comem madeira. O processo é lento e, em um ambiente úmido, um fósforo não se destrói até que se passe cerca de seis meses.

6 a 12 meses

Os microorganismos, insetos e outros seres invertebrados geralmente transformam a matéria orgânica de forma eficaz. No entanto, o miolo de uma maçã, que se decompõe em uns seis meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Isso porque o orvalho (e a neve nos países frios) dificulta a proliferação dos micróbios e diminui sua capacidade devoradora.

1 a 2 anos
Um cigarro pode demorar de um a dois anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior.

5 anos
Um chiclete jogado no chão começa a ser destruído pela luz e pelo oxigênio do ar, que o fazem perder a elasticidade e a viscosidade. Como a goma contém resinas naturais e artificiais, além de açúcar e outros ingredientes, o processo pode durar até cinco anos. A pulverização do chiclete é mais rápida se ele grudar no sapato de algum distraído.

10 anos
Os metais, em princípio, não são biodegradáveis. Uma lata de aço se desintegra em uns dez anos, convertendo-se em óxido de ferro. Em dois verões chuvosos, o oxigênio da água começa a oxidar as latas feitas de aço recoberto de estanho e verniz. Já uma lata de alumínio não se corrói nunca. E boa parte dos refrigerantes é vendida em latas de alumínio.

mais de 100 anos
As boas qualidades do plástico — sua durabilidade e resistência à umidade e aos produtos químicos — impedem sua decomposição. Como esse material existe há apenas um século, não é possível determinar seu grau de biodegradação, mas estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer.

4000 anos
O vidro não se biodegradará jamais. Sua resistência é tamanha, que arqueólogos encontraram utensílios de vidro do ano de 2000 a.C. Por ser composto de areia, sódio, cal e vários aditivos, os microorganismos não conseguem comê-lo. Um recipiente de vidro demoraria 4.000 anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos.

O que há no lixo Composição aproximada do lixo recolhido na coleta seletiva da cidade de São Paulo. A coleta seletiva representa 0,8% do total produzido: 12.000 toneladas por dia, o maior volume do País. Desse valor, 87% vai para quatro aterros sanitários da metrópole.Plástico 7%
Metais 10%
Vidro 13%
Matéria orgânica e resíduos 20%
Papel 50%

Fonte: http://www.ecolegal.com.br/

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“Só no Brasil são produzidas 240 mil toneladas de lixo por dia. Quase 90% do lixo doméstico brasileiro vai para o aterro sanitário e a fermentação no solo gera dois produtos: o chorume e o gás metano. Hoje, apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado, enquanto na Europa e Estados Unidos esse percentual atinge 40%. Isso talvez aconteça porque reciclar ainda é 15 vezes mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros. Esse ato depende de uma mudança de hábito na população para garantir sustentabilidade. Afinal, em cada mil quilos de lixo são encontrados, em média, 300 quilos de material reciclável.

Mas quando a consciência fala mais alto e os números sugerem reflexão, surge a oportunidade de pensar na preservação do meio ambiente. Vale a pena lembrar: cada 50 quilos de papel usado e transformado em papel novo, reciclado, evitam o corte de uma árvore. Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evitam a extração do solo de cerca de 5 mil quilos de minério, a bauxita. Além disso, uma lata de alumínio leva de 80 a 100 anos para decompor-se. Com um quilo de vidro quebrado faz-se exatamente um quilo de vidro novo (a vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes). E o vidro pode demorar até 1 milhão de anos para decompor-se.

Nos países desenvolvidos, como França e Alemanha, por exemplo, a iniciativa privada é encarregada do lixo, onde os fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino dos detritos. Mas não só, o consumidor também tem de fazer a sua parte: para qualquer pessoa comprar uma pilha nova ela precisa entregar a pilha usada.”

Fonte: reciclaveis.com.br