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9 de nov de 2008

Taipas: a arquitetura da terra

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O objetivo deste artigo é descrever as técnicas construtivas que empregam a terra como matéria-prima. O destaque é dado às taipas de mão e de pilão, técnicas muito utilizadas na história da arquitetura colonial brasileira que ainda são encontradas.

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Taipa de Pilão (IPEMA)

É formada por terra úmida comprimida entre taipais de madeira desmontáveis, removidos logo após estar completamente seca, formando assim uma parede de um material incombustível e isotérmico natural e particularmente barato. Uma boa mistura para paredes de taipa de pilão é de cimento, cal e terra, na proporção de 1:1:8. Costuma-se usar também apenas barro misturado com grãos de areia e brita. Para que o barro tenha maior consistência a melhor resistência à chuva, ele pode ser misturado com sangue de boi e óleo de peixe. Devemos considerar que o traço necessário à boa execução de uma massa de taipa é determinado empiricamente na região, pela experiência antiga da aplicação do material. Escolhendo-se as terras, por nem todas possuírem as propriedades naturais suficientes para o fabrico. Pode-se também usar uma tela de galinheiro dividindo a parede ao meio e utilizar misturas diferentes para o lado interno e externo. Por exemplo, no lado de dentro pode acrescentar pó de madeira, semente de eucalipto, cascas de nozes, palha ou restos de milho. No lado externo, podemos acrescentar à terra asfalto, piche ou sumo de cactos.

Como inconvenientes, tem a vulnerabilidade de ser facilmente atacado por roedores e ser fraco na estabilidade a esforços laterais provocados pela fluência das cargas da cobertura. Para contrariar estas fraquezas eram em muitos casos reforçadas com a introdução de testemunhos ou gigantes.A taipa pode ser rebocada e tratada com rebocos à base de cal apagada ou por intermédio de uma caiação direta sobre ela com a intenção de a proteger das ações atmosféricas, principalmente da água. Por ser facilmente degradada pela água, só pode ser executada sobre fundações de alvenaria de pedra ordinária, geralmente em xisto com cerca de 0,60 m acima do solo, a partir da qual se da inicio à construção da parede, evitando assim as umidades ascendentes.

A técnica de construção consiste em comprimir a terra em formas de madeira, formando um caixão, onde o material a ser socado é disposto em camadas de 15 cm aproximadamente. Essas camadas reduzem-se a metade após o piloamento. Quando a terra pilada atinge mais ou menos 2/3 da altura do taipal, são nela introduzidos transversalmente, pequenos paus roliços envolvidos em folhas, geralmente de bananeiras, produzindo orifícios cilíndricos denominados cabodás que permitem o ancoramento do taipal em nova posição. Dessa forma, a parede é feita por seções, uma acima da outra. Essa técnica é usada para formar as paredes externas e nas internas estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado.

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Pau a pique ou Taipa de Mão (IPEMA)

Caracteriza-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eqüidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama é fixada verticalmente na estrutura do edifício e tem seus vãos preenchidos com barro atirados por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado.

A taipa de mão geralmente é utilizada nas paredes internas da construção. Com efeito, mesmo que não recebam diretamente cargas verticais, estas paredes têm um importante papel no travamento geral das estruturas, mediante a interligação entre paredes, pavimentos e coberturas, decisiva para a capacidade resistente global da construção. É necessário o uso de fundações em pedra que subam pelo menos 30 cm acima do solo, para evitar a umidade ascendente. É importante também que estas juntas, das paredes com as fundações, com as janelas e com as portas sejam impermeabilizadas com asfalto e ajustadas por encaixes para dificultar a passagem da água. Deve-se reforçar as esquinas e coroamentos com vergalhões, madeira ou bambu. Quando a parede está meio seca, põe-se outra camada fina de barro com sumo de cactos para dar um acabamento mais liso.

Neste tipo de construção, não devemos projetar vãos de janelas e portas muito próximos uns dos outros nem das esquinas, pois isto diminui a resistência da edificação

Existem outras técnicas semelhantes ao pau-a-pique bastante interessantes, como paredes com tufos de sapê ou com moringas, cobertas com barro.


Fonte: http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5661/trabalhos_2003-1/ecovilas/ecotecnicas.htm