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na rádio (e site):

* PINTOU LIMPEZA (Eldorado FM)






8 de nov. de 2008

Tabela de espécies arbóreas brasileiras

A tabela abaixo tem como finalidade auxiliar na escolha de espécies de árvores nativas do Brasil para serem plantadas. Além de neutralizar suas emissões anuais de Gases de Efeito Estufa, estas espécies arbóreas contribuirão para a preservação e reconstituição da biodiversidade brasileira.

*Esta tabela é indicada para aqueles que visam neutralizar suas emissões pessoais no território brasileiro, especialmente nas áreas que historicamente apresentavam o ecossistema de Mata Atlântica.


Dicas P- Pioneiras NP-Não Pioneiras Plantio em Calçadas
N.º Espécies NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO GRUPO ECOLÓGICO*
1 ABACATEIRO-DO-MATO Persea pyrifolia NP
2 AÇOITA-CAVALO Luehea divaricata NP
3 ALBIZIA Albizia polycephala P
4 ALECRIM-DE-CAMPINAS Holocalyx balansae NP
5 ALGODOEIRO Heliocarpus americanus P
6 ALMECEGA Protium heptaphyllum NP
7 AMENDOIM-BRAVO Pterogyne nitens NP
8 AMENDOIM-CAMPO Platipodium elegans NP
9 ANGICO-BRANCO Anadenanthera colubrina NP
10 ANGICO-DO-CERRADO Anadenanthera falcata NP
11 ANGICO-DO-MORRO Anadenanthera peregrina NP
12 ANGICO-RAJADO Pithecolobium incuriale NP
13 ANGICO-VERMELHO Anadenanthera macrocarpa NP
14 ARAÇÁ-AMARELO Psidium cattleianum NP
15 ARAÇÁ-CAGÃO Psidium rufum NP
16 ARAÇARANA Calyptranthes clusiaefolia NP
17 ARACURANA-DA-SERRA Hyronima alchorneoides P
18 ARARIBÁ Centrolobium tomentosum P
19 ARAUCÁRIA Araucaria angustifolia NP
20 AROEIRA-BRAVA Lithraea molleoides P
21 AROEIRA-PIMENTEIRA Schinus terebinthifolia P
22 AROEIRA-SALSA Schinus molle P
23 AROEIRA-PRETA Myracrodruon urundeuva NP
24 BABOSA-BRANCA Cordia superba P
25 BACUPARI Garcinia gardneriana NP
26 BICO-DE-PATO Machaerium nyctitans NP
27 BICUÍBA Virola bicuiba NP
28 BRACATINGA Mimosa scabrella P
29 CABREÚVA Myroxylon peruiferum NP
30 CAFÉ-DE-BUGRE Cordia ecalyculata P
31 CAMBARÁ-GUAÇU Vernonia polyanthes P
32 CANAFÍSTULA Peltophorum dubium P
33 CANDEIA Gochnatia polymorpha P
34 CANELA-BATALHA Cryptocarya aschersoniana NP
35 CANELA-SASSAFRÁS Ocotea odorifera NP
36 CANELINHA Nectandra megapotamica NP
37 CANIVETE Erythrina falcata NP
38 CANJERANA Cabralea canjerana NP
39 CAPITÃO-DO-CERRADO Terminalia argentea NP
40 CAPITÃOZINHO Terminalia triflora NP
41 CAPIXINGUI Croton floribundus P
42 CAPOROROCA-BRANCA Rapanea ferruginea P
43 CARVOEIRO Amaioua guianensis NP
44 CAROBA Jacaranda macrantha P
45 CAROBÃO Sciadodendron excelsum NP
46 CASCA-D’ANTA Drimys winteri NP
47 CÁSSIA-FISTULA Cassia ferruginea
48 CEDRO-DO-BREJO Cedrela odorata NP
49 CEDRO-ROSA Cedrela fissilis NP
50 CEREJA-DO-RIO-GRANDE Eugenia involucrata NP
51 CHÁ-DE-BUGRE (Jurutê) Cordia sellowiana P
52 CLARAIBA Cordia eucalyculata NP
53 CRUMARIM Esenbeckia febrifuga NP
54 DEDALEIRO Lafoensia pacari NP
55 ERVA-MATE Ilex paraguariensis NP
56 EMBAÚBA Cecropia pachystachia P
57 EMBIRA-DE-SAPO Lonchocarpus muehlbergirnus NP
58 EMBIRUÇU DO LITORAL Eriotheca candolleana P
59 EMBIRUÇU DA MATA Pseudobombax grandiflorum P
60 ESPETEIRO Casearia gossypiosperma NP
61 ESPINHEIRA-SANTA Maytenus ilicifolia NP
62 ESPINHO-DE-JERUSALÉM Parkinsonia aculeata P
63 ESPINHO-DE-MARICÁ Acacia polyphylla P
64 FALSO-TIMBÓ Lonchocarpus guilleminianus NP
65 FARINHA-SECA Albizia hasslerii P
66 FIGUEIRA-BRANCA Ficus guaranitica NP
67 FIGUEIRA-DO-BREJO Ficus insipida P
68 FRUTA-DE-LOBO Solanum lycocarpum P
69 GOIABA Psidium guajava P
70 GOIABA-BRAVA Myrcia tomentosa NP
71 GRÁPIA Apuleia leiocarpa NP
72 GUABIROBA-BRANCA Camponesia neriiflora NP
73 GUAÇATONGA Casearia sylvestris P
74 GUAIUVIRA Patagonula americana NP
75 GUANANDI Calophyllum brasiliensis NP
76 GUAPURUVU Schizolobium parahyba NP
77 GUAPERÊ Lamanonia ternata NP
78 GUARACUÍ Andira anthelmia NP
79 GUARANTÃ Esenbeckia leiocarpa NP
80 GUARITÁ Astronium graveolens NP
81 GUARUCAIA Parapiptadenia rigida NP
82 GUATAMBU-AMARELO Aspidosperma ramiflorum NP
83 GUEROBA Syagrus oleracea NP
84 INGÁ-DO-BREJO Inga urugensis P
85 INGÁ-FEIJÃO Inga marginata NP
86 INGÁ-MIRIM Inga laurina (Inga fagifolia) NP
87 IPÊ-AMARELO-CASCUDO Tabebuia chrysotricha NP
88 IPÊ-AMARELO-DO-CERRADO Tabebuia aurea NP
89 IPÊ-AMARELO-LISO Tabebuia vellosoi NP
90 IPÊ-BRANCO Tabebuia roseo-alba NP
91 IPÊ-BRANCO-DO-BREJO Tabebuia dura NP
92 IPÊ-FELPUDO Zeyheria tuberculosa NP
93 IPÊ-ROXO Tabebuia avellanedae NP
94 IPÊ-ROXO-DE-BOLA Tabebuia impetiginosa NP
95 IPÊ-ROXO-DE-SETE-FOLHAS Tabebuia heptaphylla NP
96 JABOTICABA Myrciaria cauliflora NP
97 JACARANDÁ-BRANCO Jacaranda cuspidifolia NP
98 JARACATIÁ Jacaratia spinosa NP
99 JACATIRÃO Miconia candolleana P
100 JATOBÁ Hymenaea courbaril NP
101 JENIPAPO Genipa americana NP
102 JEQUITIBÁ-BRANCO Cariniana estrellensis NP
103 JEQUITIBÁ-ROSA Cariniana legalis NP
104 JERIVÁ Syagrus romanzoffiana NP
105 LAPACHO (Coração-de-negro) Poecilanthe parviflora NP
106 LEITEIRO Peschiera fuchsiaefolia P
107 LIXEIRA Aloysia virgata P
108 LOURO-PARDO Cordia trichotoma NP
109 LOUVEIRA Cyclolobium vecchi NP
110 MACAÚBA Acrocomia aculeata (Acrocomia sclerocarpa) NP
111 MAMONA-DO-MATO Mabea fistulifera P
112 MANACÁ-DA-SERRA Tibouchina mutabilis P
113 MANDIOQUEIRO Didymopanax morototonii NP
114 MANDUIRANA Senna macranthera P
115 MARIA-MOLE Dendropanax cuneatum P
116 MARICÁ Mimosa bimucronata P
117 MARINHEIRO Guarea guidonia P
118 MARMELINHO Diospyros inconstans NP
119 MERCURINHO Erythroxylum tortuosum NP
120 MIRINDIBA-ROSA Lafoensia glyptocarpa NP
121 MONJOLEIRO Erythrina mulungu NP
122 MULUNGU Erythrina mulungu NP
123 MURTA Blepharocalyx salicifolius NP
124 MUTAMBO Guazuma ulmifolia P
125 ÓLEO-DE-COPAÍBA Copaifera langsdorffii NP
126 OLHO-DE-CABRA Ormosia arborea NP
127 PAINEIRA Chorisia speciosa P
128 PALMITO-JUÇARA Euterpe edulis NP
129 PATA-DE-VACA Bauhinia longifolia P
130 PAU-CIGARRA Senna multijuga P
131 PAU-D’ALHO Gallesia integrifolia NP
132 PAU-FERRO Caesalpinia leiostachya NP
133 PAU-FORMIGA Triplaris americana P
134 PAU-JACARÉ Piptadenia gonoacantha P
135 PAU-PEREIRA Platycyamus regnelli NP
136 PAU-SANGUE Pterocarpus violaceus NP
137 PAU-VIOLA Cytharexyllum myrianthum P
138 PEITO-DE-POMBO Tapirira guianensis NP
139 PEROBA-POCA Aspidosperma cylindrocarpon NP
140 PÊSSEGO-BRAVO Prunus sellowii NP
141 PINHA-DO-BREJO Talauma ovata NP
142 PITANGA Eugenia uniflora NP
143 QUINA Coutarea hexandra NP
144 RAPOSEIRA-BRANCA Abarema langsdorffii NP
145 SAGUARAJI-AMARELO Rhamnidium elaeocarpus NP
146 SANGRA-D’ÁGUA Croton urucurana P
147 SAPOPEMBA Eriotheca pentaphyla P
148 SÃO-JOÃO Senna sp NP
149 SETE-CAPOTE Camponesia guazumaefolia NP
150 SIBIPIRUNA Caesalpinia peltophorioides P
151 SOBRASIL Colubrina glandulosa NP
152 TAIÚVA Maclura tinctoria NP
153 TAMANQUEIRO Aegiphila sellowiana P
154 TARUMÃ Vitex montevidensis NP
155 TATARÉ Pithecolobium tortum P
156 TIMBURI Enterolobium contortisiliquum P
157 TINGUI Dictyoloma vandellianum P
158 UNHA-DE-VACA Bauhinia forficata P
159 UVAIA Eugenia pyriforms NP

Espécies para plantio em calçadas sob redes elétricas (em cinza)

Foi considerado apenas a altura da planta adulta, sem atentar para outros aspectos que eventualmente podem limitar seu uso em calçadas, como por exemplo frutos suculentos e tamanho das raízes.

*GRUPO ECOLÓGICO: conceito criado de acordo com o comportamento das espécies florestais nos processos de sucessão ecológica, que ocorre por meios naturais quando surgem clareiras na floresta tropical por queda ou morte de árvores. Tal mecanismo é responsável pela auto-renovação das florestas tropicais, com a cicatrização de locais perturbados ou clareiras que surgem a cada instante em diversos pontos da mata (KAJEYAMA; GANDARA, 2000).


Nesta tabela consideramos os dois Grupos Ecológicos básicos:


P - Espécies Pioneiras (compreende também as espécies secundárias iniciais): de rápido crescimento, germinam e se desenvolvem em pleno sol.
Em uma regeneração natural ou reflorestamento são estas espécies que criam condições de sombreamento, essenciais para o desenvolvimento das espécies dos estágios posteriores de sucessão (Não Pioneiras).

1
NP - Espécies Não Pioneiras (compreende as espécies secundárias tardias e as espécies climácicas): crescem mais lentamente do que as pioneiras, suas sementes germinam à sombra e em geral são tolerantes à sombra para se desenvolver. São características do dossel da floresta e aparecem em grande número de espécies sendo as principais responsáveis pela alta diversidade das florestas tropicais.
1

Dicas Importantes:

  1. O conceito de Grupo Ecológico é relevante apenas para plantios que se caracterizem como reflorestamentos, ou seja, aqueles que compreendam no mínimo 50 árvores. Nestes casos recomenda-se que sejam plantadas 35% de espécies pioneiras (totalizando 50% das mudas) e 65% de espécies não-pioneiras (totalizando os outros 50% de mudas).

  1. Para o plantio de árvores em calçadas e outros locais sob rede elétrica é importante atentar a altura máxima dos indivíduos adultos a fim de evitar problemas futuros. As espécies marcadas em cinza na tabela são aquelas que não ultrapassam os 10 metros de altura e que portanto são mais recomendadas para estas localidades.

  1. Para se obter um melhor resultado no plantio é importante que sejam escolhidas as espécies de ocorrência natural da região. A grande maioria das espécies apresentadas acima é de ocorrência natural no ecossistema da Mata Atlântica (Biomas: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual), mais especificamente do estado de São Paulo. Caso a região de plantio escolhida apresente características de um outro ecossistema, como o Cerrado por exemplo, recomendamos a consulta de espécies nativas em outras listas para a escolha daquelas mais adaptadas às condições do local de plantio.

  1. As mudas e/ou sementes plantadas necessitam de cuidados especiais durante os primeiros anos de vida. Recomendamos que uma manutenção seja feita durante pelo menos dois anos para garantir a sobrevivência das futuras árvores e, conseqüentemente, garantir os benefícios globais e locais que estas proporcionarão. Esta manutenção tem como objetivo principal combater infestações de formigas e de plantas daninhas e consiste em inspeções mensais durante o período seco e a roçadas e capinas de coroamento das mudas durante o verão.

  1. Todos os vegetais necessitam de uma área mínima de vida para sobreviver. É nesta área que eles adquirem todos os recursos de que necessitam como água, luz e nutrientes. Portanto, recomendamos que durante o plantio uma distância mínima de dois metros entre cada indivíduo seja utilizada na implantação das mudas e/ou sementes. Além disso, no caso do plantio de mudas, recomenda-se a abertura de covas de no mínimo 30cm x 30cm x 30cm. Para aumentar as chances de sucesso do plantio e aumentar a velocidade de crescimento dos indivíduos, recomenda-se a aplicação de calcário e fertilizante nas covas. As quantidades a serem ofertadas dependem da composição do solo do local, porém, em termos gerais, as quantidades giram em torno de 1.000 a 2.000 gramas de calcário e 100 a 200 gramas de fertilizante por cova. Recomenda-se ainda, se possível, o uso de adubos orgânicos ao invés de fertilizantes químicos.


Fonte: http://www.thegreeninitiative.com/pt/arboreas_pt.html