O gás liquefeito de petróleo, GLP, alimenta mais de 90% dos fogões do país. Como outros derivados de petróleo, é um recurso não renovável, cujo uso contribui para o efeito estufa. Além dos efeitos ambientais decorrentes de sua exploração, processamento e utilização, o mau uso do gás de cozinha também é prejudicial à economia do país, já que somos obrigados a importar 40% do GLP que consumimos. Use somente a quantidade de água necessária para cozinhar e, quando começar a ebulição, coloque em fogo baixo. Deixe sempre os alimentos mais duros, como cereais e legumes secos, de molho antes do cozimento. Mantenha os bicos e queimadores sempre limpos, e procure fazer uma revisão anual no fogão, evitando riscos e desperdício. Ao comprar um fogão, procure o selo CONPET, que informa sua eficiência energética e segurança. Aproveite melhor o calor. Mantenha as panelas fechadas e centralizadas.
Limpeza | A maioria dos produtos de limpeza disponível no mercado contém substâncias químicas tóxicas que utilizam solventes em sua composição. Podem ser substituídas por alternativas caseiras que não poluem e não prejudicam a saúde. Esses solventes, encontrados nos desengordurantes, inseticidas, produtos de limpeza e na lavagem a seco, podem causar disfunções hormonais, alergias, câncer e outros problemas de saúde. Utilize vinagre para desengordurar e bicarbonato de sódio para limpar pias, bidês e vasos sanitários. Deixe descansar por algumas horas e depois enxágüe. Não utilize produtos de limpeza com cloro, formaldeído e solventes como tricloroetileno, metileno, nitrobenzeno, benzeno, etc. Prefira produtos biodegradáveis. Não compre produtos de limpeza ou inseticidas sem embalagem própria e rótulo com informações sobre a composição química e o fabricante. Use panos ou trapos de tecido na limpeza da casa ao invés de toalhas descartáveis. | Consumo | Não existe tratamento de lixo livre de impactos ambientais, por isso, a melhor forma de diminuir o problema é produzir menos lixo, e para isso é preciso uma mudança nos hábitos dentro de casa e de consumo. As 230 mil toneladas de lixo produzido no Brasil todos os dias é um de nossos maiores problemas ambientais. Contaminando o solo, o ar e as águas de rios e lençóis freáticos, os depósitos de lixo são também um grande problema de saúde pública por servirem à proliferação de parasitas causadores de doenças. Segundo o IBGE, menos de um terço dessa montanha de lixo recebe tratamento adequado, a maior parte dos resíduos são jogados a céu aberto ou, quando muito, enterrados. Leve sua própria sacola ao mercado e dispense os sacos plásticos. Evite consumir objetos feitos de plástico, que utilizam petróleo na sua fabricação e contaminam o meio ambiente. Não compre ou utilize produtos ou objetos de PVC, que são feitos à base de cloro e cuja fabricação é altamente tóxica. As substâncias produzidas e resultantes dessa produção também são cancerígenas. Recuse embalagens desnecessárias ou de difícil reciclagem, como as tetrapack e de isopor. Prefira produtos com refil. Utilize integralmente os alimentos, reutilize embalagens de vidro, potes de sorvete, etc. Evite desperdício de papel, tire seu nome do mailing de empresas que não interessam e não aceite panfletos que não vai ler na rua. Separe garrafas PET, latas de alumínio, papéis secos e outros materiais para reciclagem. Roupas, brinquedos e móveis também podem ser reciclados ou doados. Participe da coleta seletiva em seu bairro, ou leve os resíduos separados até os postos de coleta. | Transporte | Milhares de toneladas de outros gases tóxicos e fuligem, além do CO, saem pelos escapamentos, causando doenças como alergias, bronquites, asmas, enfartes e até câncer, atingindo principalmente crianças e idosos, além de agravar o problema do aquecimento global. Reduzir o número de automóveis em circulação e a quantidade de emissões dos veículos é uma das principais formas de reduzir esses problemas. Só na Região Metropolitana de São Paulo, 1,7 milhão de toneladas de monóxido de carbono (CO) são lançados anualmente na atmosfera, dos quais 1,5 milhão são expelidos por automóveis. Dê preferência aos meios coletivos de transporte como ônibus e metrô, vá a pé ou de bicicleta . Ofereça e pegue carona. Incentive seus vizinhos, colegas de trabalho e amigos a fazerem o mesmo. O motor do carro deve estar sempre bem regulado, assim como a pressão dos pneus, o alinhamento das rodas, o estado do filtro de ar, da carburação, sistema de injeção, velas de ignição etc. Prefira carros com motor econômico, a álcool ou gás natural. Exerça sua cidadania, exigindo transporte público de qualidade e incentive o uso de combustíveis de fontes renováveis. | Fonte: http://www.greenpeace.org.br/greendicas/greendicas.php |