O QUE MUDA NOSSO PLANETA É CONSCIÊNCIA.
O QUE CRIA CONSCIÊNCIA É EDUCAÇÃO.
O QUE PERMITE EDUCAÇÃO É A LIBERDADE.

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Mostrando postagens com marcador educação ambiental. Mostrar todas as postagens
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15 de jan. de 2015

Para reduzir enchentes






"Um único jardim de 36 m² (6 x 6 m ou qualquer combinação de jardins menores que, somando, dê 36 m²) rebaixado 10 cm solo pode coletar o volume inteiro de 10 mm de chuva em poucas horas (80% dos dias se chuva anuais) que caem na propriedade. Dado que a maioria dos solos no Brasil tem uma taxa de infiltração variável entre 10 a 25 mm por hora, um sistema simples de jardins ligeiramente rebaixados para receber a água de chuva pode diminuir significativamente o volume de água que corre pelas ruas e pela rede pública, causando destruição e prejuízos nas áreas mais baixas."

Leia mais: http://goo.gl/TnbWX1

fonte: *Fernando Luiz Lara é arquiteto pela UFMG e PhD pela Universidade de Michigan e professor associado da Universidade do Texas em Austin, onde coordena o grupo LAMA de pesquisa em arquitetura e urbanismo latino-americanos.

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2 de jul. de 2014

Destino certo para o LIXO


Fonte: http://www.fucapi.br/blogfucapi/2013/02/05/destino-certo-para-o-lixo/


















Dados divulgados em setembro deste ano pelo Compromisso Empresarialpara Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem oserviço, separe o lixo mesmo assim – catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência.
RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVELPara o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. “Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça”, indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. “Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!”, ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista.
METAL
Recicláveis:
 folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa.
Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas.
PAPEL
Recicláveis:
 caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos.
Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal.
PLÁSTICO
Recicláveis:
 canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos.
Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis.
VIDRO
Inteiro ou em cacos, os produtos – recicláveis ou não – devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes.
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios.
Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela.
E O QUE FAZER COM ESTES ITENS?
Celulares

Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o paraemergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.
ISOPORO material é um tipo de plástico reciclável. No entanto, a coleta dele não é realizada em todas as cidades.
Como e onde descartar: busque se informar na prefeitura de seu município antes de colocá-lo junto com os demais componentes recicláveis. E uma ressalva: as bandejinhas de isopor com restos de alimentos devem ir parao lixo comum. Na realidade, a melhor dica é evitar comprar produtos que venham nessas embalagens.
LÂMPADAS FLUORESCENTES
Não pertencem ao lixo comum porque contêm mercúrio, substância prejudicial à saúde que, quando liberada no meio ambiente, contamina osolo e os lençóis freáticos.
Como e onde descartar: contate o fabricante para se informar sobre oposto de coleta mais próximo de sua casa. Outra dica é procurar a rede Leroy Merlin, que reúne lâmpadas, pilhas, baterias, celulares e materiais recicláveis em suas 28 lojas, presentes em seis estados (GO, MG, PR, RJ, RS e SP) e no Distrito Federal. Não é preciso embalar, pois as estações possuem nichos próprios para acomodar as peças.
LIXO ELETRÔNICOGeladeiras, televisores, micro-ondas, computadores, itens de informática (como CDs e disquetes), impressoras, cartuchos de tinta… Como se livrar desses aparelhos e acessórios, que geralmente contêm metais pesados, como chumbo e cádmio?
Como e onde descartar: antes de passar adiante o computador, utilize um programa que limpe seus arquivos e impossibilite a recuperação de dados, como o Dban (baixado gratuitamente). Isso feito, procure, primeiro, falar diretamente com o fabricante: empresas como a Dell, a HP e a Itautec recebem equipamentos antigos das próprias marcas. Mas, caso seu PC esteja em bom estado, você também pode doá-lo a programas de inclusão digital, como o Comitê para a Democratização da Informática (CDI), que separa o que funciona para montar novos computadores nos estados de AM, BA, CE, ES, GO, MG, PE, RJ, RS, SC, SE e SP, além do Distrito Federal. Já o E-Lixo Maps, site criado pelo Instituto Sergio Motta em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, permite visualizar, de acordo com um endereço, qual o lugar mais próximo para o descarte de determinado tipo de eletrônico. O site do Cempre também disponibiliza uma lista de locais de coleta em todo o Brasil. Quem preferir uma alternativa prática para se livrar do incômodo – principalmente no caso de eletrodomésticos grandes, como geladeira – pode contratar uma empresa especializada, que faz a retirada com hora marcada. A Ecoassist cobra de R$ 19 a R$ 129 pelo serviço em seis estados (MG, PR, RJ, RS, SC e SP), enquanto os valores da Descarte Certo (de cobertura nacional) variam entre R$ 39,90 e R$ 129,90.
MEDICAMENTOS
As substâncias químicas dos remédios podem contaminar a água e o solo. Por isso, o destino deles passa longe de ser o lixo comum, a pia ou o vaso sanitário.
Como e onde descartar: o programa Descarte Consciente recolhe os medicamentos fora de uso (pomadas, comprimidos, líquidos e sprays, vencidos ou não) em farmácias de nove estados (CE, ES, MG, PE, PR, RJ, RS, SC e SP) e no Distrito Federal. Nas demais regiões, deve-se procurar informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Importante: sempre que possível, mantenha o remédio em sua caixa original para preservar os dados de fabricação e de validade.
MÓVEIS E OBJETOS FORA DE USO
Cortinas, roupas, mobiliário antigo – já pensou em tentar repaginá-los? Caso a peça esteja em bom estado, outra possibilidade é oferecer a conhecidos ou a entidades sociais em seu bairro que aceitem doações, a exemplo do Exército da Salvação (RJ, SC e SP) e das Casas André Luiz (SP). Por fim, algumas companhias de seguro residencial, como a do banco Itaú, retiram gratuitamente móveis e eletrodomésticos na casa de seus clientes e encaminham para o descarte ecológico.
ÓLEO DE COZINHA
Nunca jogue-o pelo ralo ou no vaso sanitário: 1 litro polui até 25 mil litros de água, além de provocar o entupimento de canos.
Como e onde descartar: armazene os resíduos em um vasilhame com tampa. A rede Pão de Açúcar disponibiliza estações de reciclagem em oito estados (CE, GO, PB, PE, PI, PR, RJ e SP) e no Distrito Federal. Já a campanha Junte Óleo, do Instituto Triângulo, troca 2 litros da gordura por duas pedras de sabão ecológico em mais de 12 cidades paulistas. Se não houver coleta em sua cidade, jogue as embalagens, bem fechadas, no lixocomum.
PILHAS E BATERIAS
Mercúrio, cádmio, chumbo e zinco-manganês são algumas das substâncias presentes nesses itens. E fica a dica: baterias piratas para celular duram menos e podem conter até dez vezes mais mercúrio que os produtos de venda legal.
Como e onde descartar: diversas redes de supermercado e drogarias recolhem pilhas e baterias, e a Duracell disponibiliza em seu site uma lista de postos de coleta. Em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, os caminhões da rede Ultragaz também aceitam esse tipo de material. Outra alternativa são as caixas coletoras do programa Papa-Pilhas nas agências do banco Santander, que recebem pilhas, baterias, celulares e eletrônicos portáteis.
PNEUS
Nada de largá-los em ruas, terrenos baldios e muito menos no quintal, pois juntam água e viram criadouros de mosquitos da dengue.
Como e onde descartar: devolva ao fabricante ou revendedor quando trocar os pneus. As empresas têm a obrigação, por lei, de dar um destinoadequado a esses resíduos. A Reciclanip, iniciativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), fornece em seu site os telefones de pontos de coleta no Brasil inteiro.
RADIOGRAFIASAs chapas de raio X têm prata em sua composição, que, quando reciclada corretamente, pode ser reutilizada na confecção de joias e objetos.
Como e onde descartar: em São Paulo, o Hospital das Clínicas recolhe as lâminas e o dinheiro arrecadado em sua reciclagem é doado ao Fundo Social de Solidariedade do governo. O site eCycleindica postos de coleta de radiografias (e de outros materiais recicláveis) em todo o país.
SERINGAS, AGULHAS E LIXO HOSPITALARAs seringas para aplicação de medicamentos, como as utilizadas com insulina por diabéticos, não devem ir para o lixo comum, já que existe risco de contaminação ao meio ambiente e de transmissão de doenças sanguíneas àqueles que manusearem o material.
omo e onde descartar: acondicione agulhas e seringas com tampa em uma garrafa plástica que possa ser fechada (como a de água sanitária). Quando encher o recipiente, leve-o a um posto de saúde. Fabricantes de instrumentos cirúrgicos também fornecem coletores específicos (a embalagem de papelão de 8 litros da Ravapack custa R$ 8,20 na Rimed).
TERMÔMETROS DE MERCÚRIOAssim como as lâmpadas fluorescentes, podem causar danos quando quebrados. Na dúvida, escolha sempre um modelo digital.
Como e onde descartar: não há um procedimento oficial. A recomendação é depositar o item em sua embalagem plástica nos mesmos locais paradescarte de pilhas e lâmpadas fluorescentes. Algumas farmácias e hospitais também recolhem o material.
COMO DESCARTAR ENTULHO DE OBRA?
Apesar de não apresentar grandes riscos de contaminação, esse tipo de resíduo pode atrair ratos e baratas, além de gerar acúmulo de água e, consequentemente, focos de dengue. A resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2002, estipula que os municípios são os responsáveis pelo gerenciamento dos restos da construção civil. Ou seja: na hora de eliminar entulho, informe-se na prefeitura de sua cidade.
Como e onde descartar: em São Paulo, os lixeiros recolhem até 50 kg de entulho por dia – embale o material em sacos bem resistentes. Ecopontos da prefeitura recebem até 1 m³ (confira os endereços no site do Instituto Akatu). Acima disso, é necessário contratar uma caçamba licenciada (verifique as empresas cadastradas). E não se esqueça de pedir uma via do registro do Controle de Transporte de Resíduo, que comprova que a entrega foi feita em locais apropriados. No Rio de Janeiro, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) realiza gratuitamente a remoção de até 50 sacos de 20 litros em todos os bairros da cidade. Se superar essa quantidade, socilite uma caçamba. A Associação Brasileira paraReciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) lista endereços de ecopontos em diversos estados.
Fontes consultadas: Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), Associação de Diabetes do ABC (ADIABC), Ana Maria Domingues Luz (Instituto Gea), Casas André Luiz, Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Cláudio Spínola (Morada da Floresta), Comitê para a Democratização da Informática (CDI), Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Descarte Certo, Descarte Consciente, Ecoassist, eCycle, E-Lixo Maps, Exército da Salvação, Dell, Duracell, Hospital das Clínicas, HP, Instituto Akatu, Instituto Triângulo, Itaú, Itautec, Leroy Merlin, Osram, Pão de Açúcar, Reciclanip, Santander, Thiago Villas Bôas Zanon (engenheiro ambiental) e Ultragaz.
*Preços pesquisados em 12 de novembro de 2012, sujeitos a alteração.
Extraído de Planeta Sustentável.

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25 de jun. de 2014

FUKUOKA: o agricultor que deixava a terra em paz





Fonte da matéria:
http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/110110/Fukuoka-O-agricultor-que-deixava-a-terra-em-paz.htm


Seu nome era Masanobu Fukuoka e seu método de agricultura natural é cada vez mais valorizado ao redor do mundo. Ele criou um sistema de cultivo que reproduz e respeita os processos naturais da terra


Quando abordamos a momentosa questão da relação entre o homem e o mundo natural, não fazer nada ou interferir minimamente torna-se uma ideia radical. Especialmente para uma civilização como a nossa, obcecada em saltar de uma complexidade para outra na prática, ao mesmo tempo em que, teoricamente, idealiza a simplicidade.
Masanobu Fukuoka (1913 –2008) foi um agricultor, biólogo e filósofo japonês, autor das obras "A revolução de uma palha" e "O sendeiro natural do cultivo", nas quais apresenta suas propostas para um método de agricultura que é hoje mundialmente conhecido como "agricultura natural" ou "método Fukuoka". Esse sistema de cultivo, cujos resultados costumam ser surpreendentemente bons, é baseado justamente num ideal de simplicidade.
No Japão, Fukuoka criou uma fazenda a partir de seus próprios conhecimentos e descobertas. Essa fazenda ficou célebre em todo o mundo por causa dos seus altos resultados agrícolas tanto em termos de produção e da alta qualidade dos vegetais ali cultivados quanto de preservação da qualidade do solo. Estes são os dois pontos que costumam ser destacados quando se fala da fazenda de Fukuoka:
1. Era mais produtiva por metro quadrado do que todas as plantações agroindustriais do mundo, incluídas as que empregam as mais modernas tecnologias.
2. Não empregava nenhum tipo de maquinário, nem pesticidas, nem adubos químicos. Nessa fazenda também não se arava a terra.
Fukuoka conseguiu tudo isso empregando técnicas pioneiras dentro do espírito da permacultura (sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza). A mais célebre das técnicas de Fukuoka é a das "nendo dango", bolas de argila com sementes em seu interior.
Fukuoka participou de numerosos projetos de permacultura que alcançaram grande êxito ao redor do mundo. Por causa deles esse sábio japonês conquistou a fama de ser capaz de reverdecer campos áridos e até mesmo zonas desérticas. Ele entendia seu trabalho não apenas como um labor de cura da Terra, mas também de cultivo da alma.
Projeto Fukuoka
O sistema de cultivo de Fukuoka foi por ele batizado de "agricultura natural". Embora muitas das suas práticas sejam específicas para o Japão, a ideia geral que rege o seu método foi aplicada com êxito em muitos lugares ao redor do mundo. Seu sistema se enquadra dentro do âmbito da permacultura, cuja essência é reproduzir as condições naturais tão fielmente quanto possível, de modo que o solo se enriqueça progressivamente e a qualidade dos alimentos cultivados aumente sem o acréscimo de nenhum esforço ulterior.
Princípios do método
Não arar: deste modo são preservados e mantidos a estrutura e a composição do solo com suas características ótimas de umidade e de micronutrientes.
Não usar adubos ou fertilizantes: mediante a interação dos diferentes elementos botânicos, animais e minerais do solo, a fertilidade do terreno de cultivo se regenera como em qualquer sistema não domesticado.
Não eliminar ervas daninhas nem usar herbicidas: estes destroem os nutrientes e os microrganismos do solo, e unicamente se justificam em certos casos de monoculturas. Fukuoka propõe uma interação de plantas que enriquece e controla a biodiversidade de um solo.
Não usar pesticidas: eles também matam a riqueza natural do solo. A presença de insetos pode ser equilibrada numa plantação.
Não podar: deixar que as plantas sigam o seu curso natural.
Todos estes princípios de trabalho à primeira vista bastante radicais são baseados na antiquíssima filosofia oriental do não fazer (wu-wei, em chinês) ou, mais exatamente, não interferir. Fukuoka alcançou um alto grau de compreensão dos microssistemas do solo, que lhe permitiu idealizar um sistema que libera do trabalho e dos esforços não necessários empregados na agricultura convencional moderna.
Seu método se baseia em dar e receber da terra de forma natural, em vez de sugar os seus recursos até o seu total esgotamento.
Bolas de argila (nendo dango)
Para melhorar a produção com a menor intervenção possível, Fukuoka idealizou entre outras coisas um sistema que permite substituir tanto o arado quanto os espantalhos.
Uma criação importante é o das bolinhas de barro: colocar sementes dentro de bolinhas de barro de 2 a 3 centímetros de diâmetro que serão espalhadas na superfície do campo agrícola. No interior das bolinhas, as sementes permanecerão protegidas das intempéries e dos animais. Com as primeiras chuvas intensas, as bolinhas serão desfeitas e as sementes começarão a brotar.
Misturadas às sementes das plantas que se deseja cultivar são incluídas sementes de outras plantas (principalmente do trevo branco). Estas últimas germinarão mais rapidamente e suas plantas criarão uma capa fina que protegerá o solo da luz solar, impedindo a germinação de ervas daninhas, mas não a dos cereais que se deseja cultivar.
Em vez de arar ou eliminar as ervas do campo agrícola, o método Fukuoka recomenda que ele seja recoberta com os restos das plantas cultivadas na colheita anterior, de forma que seja criada uma compostagem natural, capaz de conservar a umidade e os nutrientes e de impedir a proliferação de ervas não desejadas.
Detalhes interessantes
As bolas de argila podem conter uma porção de adubo natural (esterco ou outros).
Uma porção de pimenta caiena acrescentada às bolotas de barro ajuda a espantar animais que poderiam comer as sementes.
Nessas bolotas podem também ser incluídas várias combinações, segundo seja o cultivo de cereais, hortaliças, frutas, zonas de bosques, etc., de modo que possam ter muito mais usos que o da produção de alimentos agrícolas (reflorestamento, renovação de áreas verdes, regeneração de solos desgastados, etc.)
Sistema de trabalho
O sistema Fukuoka se baseia em respeitar e inclusive potencializar os ciclos naturais, de maneira que estes assegurem uma melhor qualidade de crescimento das plantas. Mediante intervenções simples, executadas no momento adequado, é possível obter-se uma considerável redução do tempo de trabalho. Essas intervenções são baseadas na interação da biosfera com o solo. Por exemplo: no outono semeia-se arroz, recoberto com uma espessa camada de palha de arroz. O centeio ou a cevada e o trevo brotam imediatamente, mas as sementes do arroz permanecem latentes até a chegada da primavera. O centeio e a cevada são ceifados em maior e permanecem espalhados sobre o terreno para que sequem durante uma semana a dez dias.
Depois disso, são triados e ensacados para armazenamento. Toda a palha é espalhada sem trituração sobre os campos, como para formar um acolchoado. Os campos permanecem inundados durante um curto período de tempo durante as chuvas das monções de junho para debilitar o trevo e as ervas daninhas, e dessa forma proporcionar ao arroz a oportunidade de brotar através da capa vegetal que cobre o solo.
A filosofia de vida de Fukuoka
"Se não tivesse criado para mim uma filosofia de vida, já estaria morto há muitos anos", costumava afirmar Fukuoka. "Uma única coisa é absolutamente verdadeira: Tudo é uno. Também descobri que nada existe neste mundo. Tentei penetrar cada vez mais nos detalhes do NADA mais profundo".
Vídeo:

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Veja também o vídeo The Scarecrow:




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31 de jan. de 2014

A armadilha do PET





fonte original do texto: http://www.diarioliberdade.org/opiniom/opiniom-propia/45420-a-armadilha-do-pet.html#.UuuTOq3_VIk.facebook





por Norbert Suchanek - Publicado em Quinta, 23 Janeiro 2014 12:22



Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: "Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas." A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.

Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.
Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos.Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.
Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado.Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.
Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.
Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.
A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.
Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.
O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro.
Fonte: EcoDebate.


11 de set. de 2012

Projeto Barraginhas de casa nova!!!

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O Projeto Barraginhas está estreando seu novo blog:
http://projetobarraginhas.blogspot.com.br/

Lá você encontra nada menos do que 403 álbuns de fotos (até agora) com imagens incríveis explicando tudo o que está sendo feito neste trabalho fantástico de semear água no semi-árido brasileiro e outras regiões.

Não deixe de conhecer.



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26 de jan. de 2011

Plástico regressa ao petróleo de onde veio



Sendo o plástico, derivado de petróleo, agora podemos inverter!
Uma máquina para processar plástico, podendo ser separado em gasolina, óleo diesel ou querosene.

Veja o vídeo:



18 de jan. de 2011

Vestibular ganha versão ecológica na Universidade Veiga de Almeida



* informações prestadas por e-mail através da equipe de marketing da UVA na pessoa de Rodrigo Galhano:




De acordo com números da Fundação SOS Mata Atlântica e do INPE, entre 2005 e 2008, mais de 100 mil hectares de floresta foram devastados. Isso mostra a importância do estímulo à preservação pelas empresas e instituições comprometidas com o meio ambiente.

Por esse motivo, pelo segundo ano consecutivo a Universidade Veiga de Almeida aproveita sua forte presença nas redes sociais para promover a Ação Consciência Verde. Assim como no último vestibular, para cada candidato inscrito pela Ação que comparecer à prova, a Instituição irá reflorestar 1m² de Mata Atlântica em parceria com o Instituto Terra (http://www.itpa.org.br/).

Para participar da Ação Consciência Verde o candidato deverá acessar o link bit.ly/acaoconscienciaverde, que é divulgado somente nos perfis oficiais da UVA nas redes sociais e seguir as instruções. A participação na Ação Consciência Verde isenta o candidato da taxa de inscrição.

As próximas provas estão marcadas para o dia 05/02 nos Campi Tijuca e Barra e 06/02 no Campus Cabo Frio.

Redes Sociais UVA:
Twitter (@uva_veiga)
Orkut (http://bit.ly/UVA_Oficial)
Facebook (http://bit.ly/fbUVA)
LinkedIn (http://bit.ly/Linkedin_UVA)
Flickr (http://bit.ly/Flickr_UVA)
Youtube (http://bit.ly/UVAVeiga)



23 de jul. de 2010

Evitando colisões de aves em vidraças



















Se sua casa ou edifício tem grandes vidraças, espelhadas ou não, onde os passarinhos costumam colidir, coloque nelas siluetas de falcões, que servem para espantá-las evitando a morte das pequenas aves.

Abaixo seguem duas imagens, para livre download, dessas siluetas (basta clicar para ampliar):





Veja também a matéria com o adesivo invisível criado pelo estudante Charlie Sobcov: http://blog.brasilacademico.com/2009/01/inveno-de-garoto-canadense-pode-salvar.html

E outros links de referência em: http://www.ceo.org.br/jardim/evitarco.htm


29 de nov. de 2009

5 ações ambientais

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Recebi o link deste vídeo feito por André Araújo de Londrina/PR, para seu TCC.
Obrigada pela mensagem André!


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9 de set. de 2009

Escala Fujita de classificação de tornados

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A escala Fujita (ou Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale) é a escala que mede a intensidade dos tornados, batizada com este nome em homenagem ao falecido cientista de tornados, Dr. Ted Fujita da Universidade de Chicago.

Os tornados são medidos pela quantia de estrago que eles causam, e não pelo seu tamanho físico. Também é importante lembrar-se de que o tamanho de um tornado não é necessariamente uma indicação de sua ferocidade. Tornados grandes podem ser fracos, e tornados pequenos podem ser violentos.

Veja também os links:







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23 de jun. de 2009

Manual de atitudes sustentáveis (50 dicas)

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As dicas e informações que você vai ler aqui podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em diversas frentes – que vão da tecnologia à política. Mas em todas elas será preciso a mudança de hábitos pessoais. Veja como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.

Baixe os arquivos em PDF clicando nos links
(ou lendo no próprio site de origem)



NA RUA:

20 de jun. de 2009

Cidade das formigas

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Dez toneladas de cimento, um mês de espera e várias semanas de escavação para descobrir uma verdadeira megalópole subterrânea criada por uma colônia de formigas.




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19 de jun. de 2009

Araquém Alcântara - o colecionador de mundos

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Vale a pena visitar o site do fotógrafo Araquém Alcântara, e absorver as imagens de várias partes do Brasil, nossa gente e nosso patrimônio natural.
Abaixo um tamanduá-mirim flagrado no Pantanal matogrossense (clique para ampliar).





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10 de jun. de 2009

Textos sobre meio ambiente (para download)

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Desta vez a biblioteca virtual é na página da Silva Porto, que reuniu grande quantidade de material técnico sobre meio ambiente, disponível na internet.

Os arquivos estão divididos por temas (alguns estão em inglês): Amazônia, Aquecimento Global, Automóveis e Meio Ambiente, Coletâneas de Legislação Ambiental, Construção Sustentável, Consumidor e Meio Ambiente, Energia Limpa e Eficiência Energética, Gestão Ambiental Avançada, Gestão de Águas, Gestão de Resíduos Sólidos, Poluição do Solo, Relatórios da Condição do Planeta.



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Manuais Técnicos sobre Reciclagem (para download)

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No endereço www.setorreciclagem.com.br/manuais você baixa conteúdo técnico de qualidade relacionado à reciclagem de materiais. É uma área do site Setor Reciclagem, constantemente atualizada. 

Pode baixar os arquivos também clicando AQUI.

Veja alguns dos trabalhos mais acessados:

- Organização da Coleta Seletiva por Cooperativas de catadores
- Política Nacional de Resíduos Sólidos
- Implantação de Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis
- Reciclagem Mecânica do PVC: Uma Oportunidade de Negócios
- Legislação ambiental para micro e pequenas empresas
- Manual de coleta seletiva para empresas e indústrias
- Reciclagem de pneus
- Conservação e reúso de água
- Reciclagem de alumínio
- Dicas para escritórios
- Qualidade na reciclagem de plásticos
- Fabricação de telhas a partir de embalagens Longa Vida
- Cartilha de compostagem caseira
- Reciclagem industrial de papel
- Fábrica de Vassouras PET
- Aquecedor solar com recicláveis
- Reciclagem de lixo
- Manejo de resíduos da construção civil
- Monte uma empresa de reciclagem de plástico 
- Unidade de reciclagem e processamento de plástico 
- Conservação e reúso de água em edificações 
- Viabilidade econômica de uma usina de reciclagem de entulhos
- Garrafas PET como agregado em reforço de rodovias 
- Iniciando na reciclagem do coco verde
- Monte uma usina de reciclagem



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